Escola antirracista: construindo comunidades afirmativas

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ATENÇÃO: A fonte deste texto é a Assessoria de Imprensa do Departamento de Educação da editora Companhia das Letras, e foi devidamente autorizada a reprodução na íntegra aqui no blog =)


Escola antirracista: construindo comunidades afirmativas”

 

O projeto “Escola antirracista: construindo comunidades afirmativas” é uma iniciativa editorial que colabora com a implementação das Leis 10.639/2003 e 11.645/2008, especialmente na Educação Básica. Foi idealizado pelo Departamento de Educação da Companhia das Letras, em parceria com editoras negras e com editoras especializadas em temáticas negras ou com publicações relevantes para o debate étnico racial no Brasil.  

Esse coletivo, por acreditar na leitura como uma aliada fundamental para a construção de uma sociedade justa, disponibiliza um robusto catálogo integrado e uma série de encontros virtuais, dedicados ao tema do racismo, do antirracismo e das relações raciais. As ações estão previstas para o período de dezembro de 2020 a dezembro de 2021.  

O projeto, por aliar educação, literatura e antirracismo, deseja produzir impactos positivos nas várias comunidades escolares (públicas e privadas) e, por extensão, na própria sociedade de maneira mais ampla. 

 

APRESENTAÇÃO 

 

O projeto “Escola antirracista: construindo comunidades afirmativas é fruto da construção coletiva de um grupo de editoras que considera a escola como um espaço central para a formação de sujeitos capazes de conviver respeitosamente na diversidade e transformar a sociedade, de combater o racismo e as múltiplas desigualdades que nos cercam. Essa parceria ancora-se no entendimento de que a educação escolar deixa marcas importantes em todos os corpos que atravessa, além de consolidar estruturas mentais que moldam as nossas relações sociais, principalmente o âmbito das instituições que referenciam, regulam e dinamizam o nosso cotidiano. 

 

O coletivo foi impulsionado pela Companhia das Letras que, por meio de seu Departamento de Educação, propôs um movimento que reunisse editoras em torno da perspectiva antirracista na escola. De imediato, considerou-se a relevância da adesão de editoras negras, pois estas, há décadas, trabalham com a edição para o protagonismo autoral negro e pela emergência do antirracismo por meio da leitura. Participam, também, editoras especializadas em temáticas negras ou com publicações relevantes para o debate étnico racial no Brasil. Essa integração mostra-se necessária e urgente porque, mediante tamanha desigualdade sociorracial em pleno século XXI, é de fundamental importância nos unirmos à luta contra o racismo no Brasil. 

 

 Todas as editoras do projeto “Escola antirracista: construindo comunidades afirmativas” encontram-se comprometidas com a equidade e o bem viver. Por isso, seus catálogos apresentam publicações de diversos gêneros textuais que, direta ou indiretamente, abordam as relações étnico-raciais nos universos negro e indígena. São livros que promovem a circulação de representações, reflexões e movimentos que, de fato, colaboram com a fragmentação dos pilares históricos nos quais o racismo estrutural se debruça. Nesse sentido, servem como ferramentas para a reconstrução de imaginários e de políticas que possibilitem uma sociedade efetivamente antirracista no Brasil. Dessa forma, esta iniciativa contribui com a implementação das Leis 10.639/2003 e 11.645/2008 em todos os níveis do sistema educacional brasileiro, especialmente na Educação Básica.  

 

O projeto “Escola antirracista: construindo comunidades afirmativas” se consolida, portanto, como uma somatória de percepções e vivências de profissionais antirracistas que acreditam na leitura como uma aliada fundamental para a construção de uma sociedade justa. Por isso, a ação inicial – a produção de um catálogo básico com indicações de livros para adoção nas escolas públicas e privadas, acompanhado de uma pesquisa que servisse de material de apoio às professoras e professores – transformou-se, após vários encontros entre as editoras e editores envolvidos, em um projeto amplo e com ações estrategicamente integradas e continuadas. Assim, o coletivo de editoras acredita que as instituições escolares estarão ainda mais amparadas pedagogicamente para o processo de ensino-aprendizagem por conteúdos sobre histórias e culturas negras e indígenas, em especial quanto às leituras literárias.  

 

Várias ações serão desenvolvidas de dezembro de 2020 a (ao menos) dezembro de 2021. Após o lançamento, a primeira etapa deste projeto contará com a participação das Aziza EditoraBoitempo EditorialEditora OraliturasEditora PerspectivaGrupo AutênticaGrupo Companhia das LetrasMalê EditoraMazza EdiçõesNandyala Livraria e EditoraPallas Editora e Quilombhoje Literatura. A segunda etapa, a partir de julho de 2021, envolverá a participação de outras editoras interessadas. Para garantir a efetividade dos propósitos, foi organizado um robusto catálogo integrado e o primeiro de uma série de encontros virtuais, dedicados ao tema da educação, racismo, do antirracismo e das relações raciais. O projeto estabelece uma relação de empatia com profissionais da Educação e, por aliar educação, literatura e antirracismo, deseja produzir impactos positivos nas várias comunidades escolares (públicas e privadas) e, por extensão, na própria sociedade de maneira mais ampla. 

 

É fato que o cenário pandêmico impossibilita ou limita as interações presenciais, porém as tecnologias garantirão a proximidade do trabalho dessas editoras com as realidades e demandas educacionais, seja pelas inúmeras sugestões de títulos que serão apresentados como alternativas para as leituras escolares, seja por meio da formação continuada de professoras e professores, ou pela interação direta com autoras, autores e especialistas convidados, também parceiras e parceiros desta iniciativa.   

 

 

SERVIÇO 

 

O QUE É?  

Lançamento do projeto “Escola antirracista: construindo comunidades afirmativas” e realização do primeiro ciclo de debates com autoras, autores, educadores e pesquisadores. 

 

QUANDO?  

4 e 5 de dezembro de 2020 

 

ONDE? 

Canal do YouTube LetrinhaZ: https://www.youtube.com/c/CanalLetrinhaZ/featured

 

 QUEM PODE PARTICIPAR? 

O evento é aberto a todas, todos e todes. Os debates são voltados, principalmente, aos profissionais da Educação Básica (Educação Infantil; anos iniciais e finais do Ensino Fundamental; e Ensino Médio), educadores sociais e demais interessados em interagir com o potencial da leitura e da diversidade étnico-racial para a formação pessoal, profissional e cidadã. 

 

ACOMPANHE NOSSA PROGRAMAÇÃO!





 

DIA 

HORÁRIO 

MESA 

TEMA 

PARTICIPANTES 

04/12 

16h às 17h 

MESA ABERTURA 

Antirracismo, educação e literatura 

com o patrono do evento Kabenguelê Munanga Mediação:Iris Amâncio 

04/12 

17h às 18h 

APRESENTAÇÃO DO PROJETO 

Apresentação do projeto Por uma escola afirmativa: construindo comunidades antirracistas 

Fernanda Sousa e Elly Bayó Mediação: Rafaela Deiab 

05/12 

10h 

INTERVENÇÃO CULTURAL (Contação de história) 

Contação de história: Nã Agotimé, uma rainha africana no Brasil (Benim) 

com Patrícia Adjokè Matos Apresentação:Maitê Freitas 

05/12 

10h15 às 11h45 

MESA 1 

Novos imaginários: por uma Educação Antirracista desde a primeira infância 

Cristina Teodoro, Madu Costa e Waldete Tristão Mediação:Simone Ricco 

05/12 

13h30 às 15h 

MESA 2 

Narrativas: escrever-se negros no plural 

Lia Vieira, Eliana Alves Cruz e Jeferson Tenório Mediação:Luana Tolentino 

05/12 

15h às 16h30 

MESA 3 

Vozes e corpos de mulheres negras: transversalidades das literaturas negras 

Lavínia Rocha, Carmen Faustino, Verônica Bonfim Mediação:Glauciane Santos 

05/12 

16h30 

INTERVENÇÃO CULTURAL (Contação de história) 

Contação de história: A história que a minha mãe não me contou (Guiné-Bissau) 

com Eliseu Banori Apresentação:Márcio Barbosa 

05/12 

16h45 às 18h15 

MESA 4 

Deslocamentos: caminhos e perspectivas para o antirracismo 

Erivaldo Santos, Renato Noguera e Elisa Larkin Mediação:Carol Rocha 

05/12 

18h15 às 19h15 

ENCERRAMENTO 

Perspectivas do projeto Educação Antirracista 

Lilia Schwarcz e Fernando Baldraia 

 

 


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